Construção de muro pela Vale na avenida Liberdade gera apreensão aos moradores e repercute na Câmara

 A construção de um longo muro na extensão da avenida Liberdade, em Aimorés, pela Vale, está trazendo preocupação aos moradores da região e já repercutiu na Câmara Municipal. As obras estão bastante avançadas e o temor é o agravamento das inundações naquela região da cidade, com a chegada das chuvas fortes que normalmente ocorrem na primavera e no verão.

Para a vereadora Andrea Afoumado, a construção do muro trouxe um profundo descontentamento aos moradores da avenida Liberdade e proximidades, tendo tendo sido feita uma comissão que acompanha o desenrolar das obras. “A avenida Liberdade é uma área de risco, devido ao grande fluxo de veículos e eu não acredito nas promessas da Vale. Tenho inclusive o sonho de um dia retirar a via férrea passando pelo perímetro urbano de Aimorés, pelos grandes prejuízos materiais e humanos que a estrada de ferro já causou à nossa cidade”, disse a vereadora.

Já o vereador Paulo Roberto da Silva explicou que participou de 3 reuniões sobre a construção do muro na avenida Liberdade e que, nestes encontros, foi garantido o direito da algumas aberturas no muro para escoamento de águas. “Mas a preocupação da Vale é com o seu patrimônio e não com  a população por onde passa a via férrea”, disse ele.

Interferindo na discussão, o presidente do Legislativo, vereador Sebastião Ferreira de Souza, disse que a Câmara Municipal deve enviar ofício aos diretores do DNIT e da Vale. Ele quer cobrar esclarecimentos sobre a segurança da construção do muro, uma vez que a drenagem sob a linha férrea é de responsabilidade da Vale e não do DNIT. “Discussões não resolvem o problema e torna-se necessário agir”, falou Tião Molin.

A questão da preocupação dos moradores da avenida Liberdade e região diz respeito diretamente ao escoamento das águas das chuvas fortes que ali ocorrem. Em várias oportunidades o córrego Chucha, que passa no começo da avenida próximo à travessia da Linha, provoca sérias enchentes ao longo daquela região, situação que pode ser agravada com a construção do muro e o consequente represamento das águas.

Alguns moradores temem que a abertura de locais para escoamento das águas das chuvas, em três pontos distintos da avenida Liberdade, não sejam suficientes para evitar fortes alagamentos em decorrência das chuvas fortes. “Vai haver represamento da água da chuva e poderemos assistir um alagamento enorme em toda extensão da avenida, independente da cheia do córrego Chucha”, avaliou um morador na semana passada, que preferiu não se identificar e teme grandes prejuízos aos moradores.

Se no começo do século passado a linha férrea trouxe grandes resultados econômicos a Aimorés, impulsionando o seu desenvolvimento, nas ultimas décadas o relacionamento com a comunidade local é bastante contestado. Há pouco mais de 20 anos, a comunidade aimoreense teve que se unir em protesto contra a Vale em consequência do grande número de acidentes que ceifaram dezenas de vidas no perímetro urbano de Aimorés, permanece hoje a preocupação com esta segurança.

Na época a Vale construiu guaritas de segurança em 5 pontos distintos da cidade, o que praticamente baixou a zero o numero de acidentes. Também foi construído um viaduto na área central, que trouxe ordenamento maior ao tráfego de veículos e pessoas, porém existem ainda algumas questões que ainda preocupam com a passagem da linha férrea no centro de Aimorés.

A última delas que surgiu é exatamente a construção do muro da avenida Liberdade, já que existe o forte temor do represamento das águas das chuvas e a conseqüente inundação de centenas de residências.
 

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