Câmara sedia debate sobre impactos da tragédia no rio Doce

A Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce) realizou em abril, reuniões nas cidades de Aimorés, no leste de Minas, e Colatina, no Espírito Santo.

O objetivo das reuniões foi debater os impactos da tragédia com a barragem de rejeitos da mineradora Samarco, que comprometeu a qualidade do curso d’água em novembro do ano passado, bem como discutir a situação do Comitê Nacional da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e de seus comitês regionais em Minas Gerais e no Espírito Santo.

A presidente da Comissão, deputada Celise Laviola (PMDB), destacou que após os debates, será possível organizar esforços nos comitês para garantir a recuperação do Rio Doce. "Esses comitês sabem a real situação do rio, tanto antes da tragédia quanto agora.

Eles têm capacidade técnica e estudos sobre o que pode ser feito, mas esse esforço precisa ser organizado nos dois estados. Afinal, o Rio Doce é de fundamental importância tanto para os municípios mineiros quanto capixabas", disse.

Além de parlamentares de Minas Gerais e do Espírito Santo, também participaram da audiência moradores das cidades atingidas, pescadores e o promotor de Justiça de Aimorés, Stefano Naves Boglione. Durante a reunião, o promotor se mostrou preocupado com a falta de participação da população no acordo firmado entre a União, os Estados de Minas e do Espírito Santo e as empresas Vale, Samarco e BHP Billiton.

O objetivo do acordo é criar uma fundação para gerir os recursos que serão disponibilizados para recuperar o rio e devolver condições de vida e trabalho aos atingidos.

Na reunião, a deputada Celise Laviola reforçou a importância do Rio Doce para a população e disse que solicitará a participação da Comissão na fundação que será criada para gerir o fundo a fim de garantir a participação da população durante todo o processo bem como a correta destinação dos recursos. “O Rio Doce é a vida de nossa região. Precisamos sentir que o rio tem vida, para que tenhamos vida também”, afirmou.

A Cipe Rio Doce foi reinstalada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em novembro de 2015. Sua principal função é revitalizar a bacia do Rio Doce, porém, desde rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central do estado, tem buscado soluções para os problemas enfrentados em consequência do derramamento de lama.

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