Blocofort apresenta carta de intenções para reativar a Usina Hidrelétrica Casa e Força no rio Manhuaçu

A empresa Blocofort Produtos de Cerâmica apresentou na Câmara Municipal, na sessão de 22 de junho último, uma Carta de Intenção, manifestando interesse em elaborar projeto e estudos de viabilidade técnica e econômica, visando a reativação da pequena usina hidrelétrica Casa e Força. Localizada no rio Manhuaçu, a cerca de 3 quilômetros de sua foz, a usina pertence ao município de Aimorés e foi desativada há 45 anos, em 1970, depois de gerar energia durante anos para atender às necessidades do município.

A Blocofort está instalada em Aimorés no córrego Travessão, funcionando com produção de bloco estrutural e lajota desde 2014 e emprega 52 funcionários de forma direta e proporciona mais cerca de 50 empregos de forma indireta. Trata-se de uma empresa com estrutura moderna dentro do seu segmento, ocupando uma área de 63 mil m², sendo 10 mil m² de área construída.

Na sessão da Câmara do dia 22 de junho, ao apresentar a Carta de Intenção para reativar a usina Casa e Força, dirigentes da empresa Blocofort e o engenheiro Marcelo Laureden Pires de Souza explicaram aos vereadores os aspectos diversos que envolvem o retorno das atividades da usina, que fica localizada no rio Manhuaçu, a cerca de 600 metros da empresa Blocofort.

Trata-se de um processo muito complexo, que exige concessão da  área por parte do município, licenciamento ambiental municipal, estadual e federal, além da licença de operação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O sócio da empresa Blocofort, Evandro Simonassi, explicou que a reativação da usina Casa e Força é uma alternativa encontrada para diminuir os custos de produção e manter a viabilidade da empresa em Aimorés. 

“Somente para se ter uma ideia, nosso custo mensal com energia elétrica significa 20% do faturamento da empresa, situação agravada com os constantes reajustes verificados nos últimos meses”, explicou o empresário Evandro Simonassi.

Evandro informou que ainda não existe um custo definido para a reativação da usina Casa e Força, porque a empresa Blocofort  neste momento busca apenas o apoio do poder público municipal através de uma carta de intenção. “É um processo que sabemos ser bastante complexo, mas estamos buscando uma alternativa para que a empresa continue trabalhando em Aimorés de uma forma viável, já que os custos da energia hoje são extremamente elevados”.

Reativação pode trazer produção de Colatina para Aimorés

Ao anunciar a intenção de reativar a usina Casa e Força, o empresário Evandro  Simonassi deu uma boa notícia: toda a produção de telhas do grupo Jonas Simonassi, atualmente concentrada em Colatina, pode ser transferida para Aimorés. “Uma vez viabilizada a usina, não tenho dúvidas de que traremos nossa indústria de telhas para Aimorés, aumentando de 52 para 120 o número de empregos diretos da empresa”, afirmou ele.

O grupo Jonas Simonassi – pai do empresário Evandro, falecido há 3 anos- possui, na realidade, uma longa história de parceria com Aimorés. Desde 2004, as telhas Simonassi buscavam matéria prima (argila) para confecção de seus produtos na região da Penha do Capim, transportando até a indústria em Colatina.

Como este custo era bastante elevado, desde 2011 o grupo Jonas Simonassi decidiu pela instalação de uma unidade industrial em Aimorés, próximo da matéria prima necessária para a sua produção. Após quase 3 anos de trabalho, que foram desde a  aquisição de terreno e instalação de maquinário moderno, compatível com as grandes indústrias do gênero no país, em 2014 a Blocofort passou a produzir blocos estruturais e lajotas em Aimorés.

Acreditando sempre no potencial de Aimorés, a Blocofort agora se dispõe a buscar a reativação da usina Casa e Força e admite trazer de Colatina toda a produção das famosas telhas Simonassi, garantindo um total de 120 empregos diretos no município – sem contar as colocações indiretas.

“Hoje na Blocofort produzimos cerca de 600 mil unidades mensais, entre lajotas e blocos estruturais, mas com capacidade instalada de 1 milhão”, falou o empresário Evandro Simonassi, que vê a possibilidade real da transferência, para Aimorés, da unidade de fabricação de telhas.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *