Vereadores vão atuar com firmeza na recuperação de Aimorés

Os vereadores de Aimorés, sem exceção, estão dispostos a trabalhar com determinação na recuperação de Aimorés após a grave enchente de dezembro de 2013, que causou imensos prejuízos econômicos à população e destruiu estradas e pontes no interior.

As cheias de dezembro vieram num momento já de dificuldades para a administração pública, com a acentuada queda de receitas em 2013, e agora será necessária “a união de todos para enfrentarmos mais esta adversidade”, segundo falou na semana passada o presidente da Câmara Municipal de Aimorés, vereador Sebastião Ferreira de Souza.

Mesmo em recesso no período das fortes chuvas de dezembro, os vereadores já atuaram de diversas formas auxiliando no socorro às pessoas prejudicadas e agora, no período de reconstrução da cidade, não será diferente, segundo garantiu o presidente da Câmara, vereador Tião Molin.

Durante os 15 dias que Aimorés viveu uma situação de calamidade, entre 10 e 25 de dezembro, os vereadores já estiveram ao lado da população. Os representantes do interior, por exemplo, procuraram socorrer suas comunidades enquanto os representantes da sede auxiliavam nos trabalhos do dia a dia, atuando até mesmo na cozinha para o pessoal de apoio (caso do vereador Cabo Natalino) ou usando o telefone em busca de informações e coordenação de socorro aos atingidos – tarefa bem desenvolvida pelo vereador Jacimar.

Todos os vereadores, na realidade, sentiram na pele o drama da população e caíram em campo para ajudar naquilo que fosse necessário. “Nós somos representantes da população e fiquei muito feliz em ver todos os nossos colegas trabalhando sem cessar no período mais crítico da enchente”, falou o vereador Tiao Molin.

Prejuízos
Os prejuízos com a enchente em Aimorés em 2013, já castigada de forma violenta nas chuvas de 1979 e 1985, não foram poucos. Centenas de moradores da Barra do Manhuaçu e bairros periféricos perderam seus pertences, o mesmo ocorrendo à dezenas de famílias no bairro Santo Antônio do rio Doce. Na sede, os maiores danos foram causados pelas cheias dos córregos Xuxa e Natividade, que em 7 dias transbordaram três vezes, invadindo centenas de casas e lojas comerciais. 

O rio Doce desta vez não transbordou no cais da avenida Beira Rio, mas o centro comercial de Aimorés ficou alagado durante mais de 30 horas em plena véspera de Natal, com prejuízos materiais graves e sem possibilidade de vendas nas festas de fim de ano.

Na avenida Pedro Nolasco e adjacências, as três cheias do córrego Natividade em apenas uma semana invadiu várias casas comerciais e residências, com prejuízos vultuosos a comerciantes e moradores. Aimorés viveu dias de pânico e desespero de moradores pela gravidade da cheia de dezembro.
No interior, uma pessoa morreu soterrada por uma barreira que caiu na estrada que liga Aimorés a Ipanema, dezenas de pontes e bueiros ficaram destruídos e barreias nas estradas isolaram os distritos durante alguns dias.

Em 26 de dezembro o governador Antônio Anastasia fez uma visita à cidade, quando constatou de perto mais esta drama com as enchentes em Aimorés. Anastasia prometeu ajudar o município e já são aguardadas providências neste sentido. Em apenas 15 dias choveu em Aimorés 800mm segundo as medições de órgãos oficiais, uma quantidade recorde na história da cidade. Normalmente no mês de dezembro chove cerca de 200mm no município.

“Agora é hora de reconstrução e todos temos que nos empenhar nisso”, explicou o presidente da Câmara Tião Molin, que quer a atuação decidida não só dos vereadores, mas também da administração municipal e a ajuda dos governos estadual e federal nesta tarefa.
 

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